Dia de chuva

02-03-2021
Chove torrencialmente lá fora… Estou deitada na tua cama, vendada e amarrada, completamente nua... Sou tua por inteiro, estou ao teu dispor… Anseio pelo teu toque, pelo teu beijo, e passo a língua pelos lábios, gulosa, cheia de desejo por ti... Um trovão ecoa pelo quarto, e sinto os teus lábios roçarem pelos meus mamilos... Instantaneamente insinuo-me sobre ti, ao mesmo tempo que me beijas com desejo, e a tua mão desliza para o meu centro, metendo o dedo dentro de mim... Gemo de prazer... Quero tanto agarrar-te, ver-te... A tua boca ruma a sul, e abocanha-me, lambendo, chupando... De vez em quando metes um dedo dentro de mim, provocando-me, excitando-me cada vez mais... Estou a latejar de prazer, e sabes isso... Sobes novamente para me vires beijar. A tua língua invade a minha boca, sinto o teu pau roçar-me o meu centro... Como te desejo!!!
Voltas ao teu altar, e com a boca, fazes-me vir... Estremeço, contorço-me de prazer, insinuo-me contra a tua boca... Sugas todo o meu liquido com calma, apreciando, degustando... Quero tanto sentir-te, mas sei que hoje é a tua vingança e só posso ansiar por mais prazer... Sinto-te voltar para perto de mim, e sinto qualquer coisa na boca... Passo a língua e sei nesse exacto momento que tens o teu pau pronto para eu degustar... Delicio-me chupando, sugando, lambendo, enquanto te insinuas contra a minha boca... Ouço-te gemer e estremeço novamente... Quero-te tanto!!!
Sais de cima de mim, e viras-me de barriga para baixo. O lenço que me amarra as mãos, deu uma volta e estou ainda mais apertada contra a cama... Abres-me as pernas e levantas-me, para eu ficar de quatro... Sinto a tua língua novamente em mim, provocando-me lambendo-me, chupando-me... o teu dentro entra em mim e tudo roda de prazer, de luxuria...


Posicionas-te no meio das minhas pernas, e investes de uma só vez... Uma, duas, três... Toda eu sou desejo pronto a rebentar... Quatro, cinco, seis... O teu ritmo e força aumentam e a cama bate contra a parede, confundindo-se com a trovoada que se ouve lá fora... Sete, oito, nove... Os teus gemidos tornam-se mais altos e sei que estás à beira do abismo, tal como eu... Pah! duas chapadas no rabo com força... Dez, onze, doze... Estou à beira da loucura, e gemo ao mesmo tempo que me desfaço em gelatina com a força do orgasmo que me proporcionas... Treze, catorze, quinze... Sentes o meu orgasmo, e vens-te para mim, com força, com aquele gemido gutural que me deixa derretida, que sei que obtiveste tanto prazer quanto eu...


Deixo-me cair na cama ofegante, saciada... As tuas mãos percorrem-me as nádegas, onde lhes bateste ainda há instante... Sinto um beijo e uma leve mordida em cada uma delas... Sobes, e sinto mais um beijo na minha tatuagem... Cobres as minhas costas rumo ao pescoço de beijos, beijando-me em seguida o pescoço, a orelha... Sinto-te desamarrar os lenços que me cobrem os olhos e as mãos, mas fico ali, sentindo-te por cima de mim, acarinhando-me, beijando-me... Ao ouvido sussurras-me "Nunca me soube tão bem uma vingança... És mesmo uma bandida!"
Sorrio deliciosamente, pois já anseio pela minha vingança...


Isabela Silva - 02/03/2021

@@@@@@@@@@@© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de agosto. O autor autoriza a partilha deste texto, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo. Foto retirada da net.

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Isabela Silva
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